Let´s Grill Festival

RICK BOLZANI

#OComandante

NÃO EXISTE CHURRASCO ERRADO, ERRADO É NÃO FAZER CHURRASCO

A frase que dá título a este texto é de Rick Bolzani, um dos mais conhecidos assadores de carne em eventos gastronômicos e nas redes sociais do País. Como quase todo brasileiro, foi no quintal de casa, observando o pai nos finais de semana, que ele aprendeu os primeiros truques da arte de manejar uma churrasqueira.
“Digo humildemente que não tenho formação alguma na área da gastronomia, nunca trabalhei em restaurantes ou algo do tipo, sou apenas um apaixonado por churrasco, como a maioria dos brasileiros”, explica o tecnólogo em eletrotécnica, nascido Carlos Henrique, no interior do Paraná, e que hoje vive com os pais e uma irmã em Sorocaba (SP), onde administra a empresa da família ligada ao ramo madeireiro.
As experiências que teve ao iniciar os trabalhos na churrasqueira o levaram a preferir a tradição argentina da parrilla. Uma heresia para quem vive em disputa para saber quem é melhor? Nem tanto. “No futebol, prefiro o Pelé ao Maradona, lógico, mas nos assados, minha paixão por grelhar na parrilla me faz preferir o churrasco argentino”, diverte-se, antes de explicar o quê, afi nal, nos diferencia dos hermanos: “Aqui no Brasil, tradicionalmente, temos os assados de fogo de chão, a costela, por exemplo, aquela que a gente coloca num espeto apropriado com suporte, põe fogo em volta e fi ca horas e horas assando lentamente, temperada com sal grosso, muitas vezes com cerveja e tal. E temos, também, as churrasqueiras das casas, que têm um coxo fundo, enchemos de carvão e assamos as carnes com espeto ou na grelha. O churrasco argentino, e também o uruguaio, além de terem os assados de fogo de chão igual aos nossos – eles fazem muito os cordeiros patagônicos, aqueles abertos ao meio e amarrados em um espeto cruz, que também fi cam no fogo por horas e horas –, existem as churrasqueiras tradicionais deles que chamamos de parrilla, uma churrasqueira de grelha, onde as barras são de ferro, em formato de canaleta V ou U, com um coletor de gordura no final. A brasa é feita toda em uma caixa lateral, às vezes no meio da parrilla se ela for grande, que chamamos de caixa de fogo ou braseador, e toda a brasa que é feita ali é puxada para baixo da grelha, que fica a uma distância de 15 a 20 centímetros, fazendo um assado bem mais puro, onde se aproveita melhor o sabor da carne e de outros alimentos, porque não tem incidência de fogo nem labaredas, ou muita fumaça”. Resumindo, como na parrilla a gordura escorre pela canaleta e cai no coletor, ela não pinga no carvão, o que ajuda a conferir um resultado muito mais saboroso ao servir a carne. Ponto para os argentinos.

MARCO BIANCHI

#DiretorGeral

UMA BOA EXPERIÊNCIA GASTRONOMICA TEM QUE SER AO LADO DE QUEM GOSTAMOS

Empresário em diversos seguimentos,